Artigos do Projeto Teresina

Teresina em Resumo - André Hindlemayer

Estar em Teresina foi um presente de Deus. Veio gente do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Brasília, além de participantes das comunidades nordestinas de Araripina, Crato e Juazeiro do Norte.

Saímos de Curitiba na madrugado do dia 1º e seguimos para Crato, no Ceará. Chegamos para o almoço no dia 03, visitamos o Horto, onde fica a estátua do Padre Cícero e tivemos dois dias de treinamento. Os evangelistas conheceram um pouco melhor a cultura nordestina e receberam instruções sobre evangelismo e visitação. Participamos também da inauguração do novo templo da comunidade do Crato. Um culto muito significativo. Foi uma celebração, um momento de agradecer a obra feita com muito esforço, mobilização e engajamento comunitário.Viajamos para Teresina na noite do dia 05.

Os dias de projeto foram incríveis. Você deve ter lido nos outros artigos algumas histórias do que Deus fez naqueles dias. Eram 94 projetistas, os “amarelinhos” e foram visitados os bairros São João, Noivos e Recanto das Palmeiras. Foram 17 dias de visitação e 15 cultos na praça. No início reuníamos 70 pessoas e terminamos com mais de 200, além de 50 crianças. O último culto foi no templo, no dia 22, onde aproximadamente 200 pessoas, juntamente com os projetistas e as crianças celebraram o nascimento da nova igreja. Os palhaços contaram histórias bíblicas para as crianças, teve coreografia e um louvor animado. Foi muito bonito.

Na manhã do dia 23 voltamos para o Crato e nos reunimos com o pessoal das igrejas nordestinas para o Encontrão do Nordeste. Foi outra festa. Ouvimos os testemunhos daquele povo, louvamos com eles, experimentamos a comunhão num só Espírito, foi especial e inesquecível.

O Missionário Enio e sua esposa Regina ficam responsáveis pela igreja recém formada em Teresina-PI. O casal Roberto e Leci Gerling assumem o trabalho em Araripina-PE. Em Juazeiro do Norte-CE, com a saída de Hilton e Edla, que retornam para Santa Fé do Sul, assume a Missionária Silvia Penz. Na cidade de Barro-CE, com a saída de Elcio e Carla, a jovem Jucineide coordenará o trabalho, ela é fruto da igreja de Araripina.

Orem por estes trabalhos e pelos missionários.

Carta do Sérgio - Sérgio Schaeffer

Teresina, 08 de fevereiro de 2004
Queridos Irmãs e Irmãos

“Como são formosos os pés dos que anunciam boas novas”!
Tanto o Profeta (Is 52.7) como o Apóstolo (Rm 10.15) preferem falar dos pés (ao invés dos nomes), dos mensageiros que se põem a caminho para anunciar a graça, o amor e a salvação de Deus. Com isto, obviamente, não correram o perigo de esquecer alguém que devesse ser citado. Eu sei que corrermos o risco, neste relato sobre o Projeto Teresina, que aconteceu agora em janeiro, mas vamos lá.

O ProjetoTeresina envolveu muitos nomes. Nomes bonitos e que deixaram marcas em muita gente.
Bernardino Viana é o nome da praça no Bairro S. João onde foram realizados os cultos do Projeto à noite. Praça de má fama na cidade por ser ponto de encontro de prostitutas, drogados, bêbados e desocupados. Encontramos a praça feia, atulhada de lixo, perigosa (uma moradora da área nos disse que não ousaria passar naquela praça no meio da tarde!). Mas ela recebeu uma recauchutagem já no segundo dia do Projeto, por parte dos garis da Prefeitura. Contudo continuou mal iluminada e freqüentada pelas mesmas pessoas sem nome, sem honra, sem história. Foram instaladas duas lâmpadas no coreto, onde eram realizados os cultos, e dois pequenos holofotes a sua frente, para espantar as trevas e a acolher os corajosos projetistas, com suas camisetas e bonés amarelos. Aquela clareira iluminada foi atraindo pessoas, cada noite mais alguns, até chegar a mais de 300 além dos 100 projetistas. Bernardino Viana continua o nome da praça mas ela não é mais a mesma!

Paulo, usuário de drogas e Sônia, alcoólica e drogada, ambos dependentes químicos há mais de 20 anos, entre outros, encontraram em Cristo a luz para renunciar seus vícios e estão firmes na Comunidade.

Adriana, nordestina e morena bonita, resistiu ao apelo do Evangelho. O que a atraia cada noite ao culto? A luz em frente ao coreto, o canto, as peça de teatro e coreografias bem ensaiadas, a pregação das boas novas ou os “meninos” bonitos do sul? Isto agora não importa. Ela não perdeu a chance e junto com mais outras 50 pessoas “veio à frente” no último culto e assumiu um compromisso com Cristo entre muita emoção e lágrimas.

Ma. Francisca, dona de casa, acolheu em sua casa uma dupla de amarelinhos e, como outras centenas de pessoas, depois abriu as portas do coração ao evangelho. Em sua casa se reúne um grupo regular de estudo bíblico de 15 senhoras, que aos poucos estão migrando para o local de culto da Comunidade.

Reilan, um militar reformado e sua esposa Isabel, que tem uma história linda que você poderá ler no compartilhar da Sílvia (abaixo).

Dos que tomaram uma decisão para Cristo durante o Projeto, neste entremeio, dois vieram a falecer: Gilmar, de longa enfermidade (câncer) e Antonio, (namorado da Michele que continua firme na Comunidade) em conseqüência de um acidente. Cremos que nos antecedem na glória.

Enio, Regina, suas filhas Sara e Ellen, e temporariamente os projetistas André e Dirocí ficaram em Teresina. Eles estão visitando as pessoas que disseram um sim para Jesus Cristo ou manifestaram interesse em querer fazer parte desta Comunidade Missionária. Nos dois cultos após o Projeto, nos domingos à noite, participaram 40 adultos e jovens, além das crianças. Nos estudos bíblicos a média nas quartas é de 30 pessoas. Vocês qquerem lembrar estas pessoas em oração, por favor?

Também temos alguns nomes a citar entre os “amarelinhos”. Foi um time e tanto!!!

Isolde, Romeu, Rosalvo, Ademar, Inês,e Carlos (com sua inseparável Bíblia amarrada a tiracolo por um barbante), representantes da terceira idade, caminharam pelas ruas do Bairro S. João a buscar oportunidades de compartilhar o evangelho. À noite aceitaram dormir em colchões da espessura de pouco mais que uma folha de papelão, sobre os lastros dos beliches ou no piso de cimento. Pagaram o preço por vestir a camiseta amarelinha, sem queixa.

Paulo ,o sargento da aeróbica matinal no QG, Wagner, nosso dirigente do louvor, Ilka,a professora que reuniu 50 mulheres para ensinar artesanato, Geraldo, Walmiro e outros de meia idade deram um gás de envergonhar a turma mais jovem. Um exemplo dessa turma está na Viviane e sua colega de dupla que levaram um sufoco ao entrar num barraco da favela. Tiveram que enfrentar uma prostituta e o parceiro traficante, que não conseguia ajeitar a revólver sob a camiseta.

Haviam os negros como a Raquel, de Brasília, Cíntia, a entusiasmada ministra do louvor ou a Ivone, mulher de oração. E os branquelas, entre estes a Juliane , a Greice, a Eda ou o Klaiton (mais conhecido por Carneirinho). Na cor morena do nordeste pareciam brancos mais que a neve. Todos gente bonita a enfeitar nosso time.

Méritos para os estudantes da FLT, Jair, que fez seu estágio na Área do Sertão e foi o executivo para que o Projeto acontecesse; para a vibrante turma do Grupo de Comunhão da EST Mateus, Marcelí, Deise, Matias e Michele, mais os alunos da FATEV Eduardo, Silvia, Aline, Fernanda, Daiane e André (secretário da MZ e supervisor do projeto que só começou a perder e trocar as malas no fim da viagem). Esta turma não titubeou em sacrificar as férias para ser enriquecido e ajudar a enriquecer vida de muitas pessoas. Estes tem futuro.

Não poderia deixar fora o Edson, Arlete, Verônica, Isaack, Sandra, Regina, Neid e, Lourival que representaram as Comunidades Missionárias do Sertão no Projeto. Estavam em casa e fizeram a ponte em termos culturais dentro de toda a equipe.

Como vocês podem ver há muitos nomes. Mas há muitos, muitos outros. Não só de amarelinhos mas de pessoas que ficaram na retaguarda, nas Comunidades de origem, em oração e que apoiaram, financiaram e estimularam este Projeto. Os nomes não cabem nesta carta que já é grande demais. Mas estes nomes também estão no coração de Deus. Obrigado a todos.

As informações que lhes encaminhamos devem servir para animar vossa gratidão e adoração a Deus, bem como a intercessão. Assim, mesmo que você não “tenha se posto a caminho”, como escrevi no início, também tem os pés formosos, já que carregam aqueles que “anunciam boas novas”’ .

Com um forte “cheiro” (abraço) nordestino.

A história de Reilan – Silvia Weingärtner

Dia 07/01/04 foi o primeiro dia em que saímos para evangelizar, quando estávamos batendo na porta da última casa que iríamos visitar naquele dia parou ao nosso lado um homem de bicicleta, perguntei se ele morava ali e ele disse que não e perguntou se a gente fazia parte de alguma igreja e se fazíamos palestras, eu disse que sim e perguntei qual era o interesse dele. Sentamos na calçada, ele se apresentou o nome dele é Reilan, ele é militar reformado, nos disse que tem um trabalho com crianças carentes num bairro próximo. A maioria das crianças com as quais ele trabalha não tem pai, o trabalho dele é no sentido de manter as crianças longe das drogas, para isso ele dá palestras e investe no esporte. Ele nos mostrou seu projeto de trabalho uma das estratégias do projeto é ensinar as famílias a lerem a Bíblia e se orientar por ela, o projeto também fala muito em missão integral. Perguntei em que igreja ele participava e ele disse que em nenhuma.

Como não tínhamos autonomia para marcar um dia para visitá-los, pegamos seu telefone para a equipe do projeto entrar em contato com ele, ele ainda nos deu uma cópia do contrato para levarmos para a liderança. Mas no meu coração eu sentia que ele mesmo estava pronto para receber o evangelho.

Levamos a cópia do projeto para a liderança e a equipe que estava encarregada do trabalho com as crianças entrou em contato com ele e no dia 17 e 20/01/04 a equipe foi lá levar o evangelho e outras palestras (higiene bucal e alcoolismo), muitas crianças entregaram a vida para Jesus. No dia 20/01/04 o Reilan, sua esposa Isabel com algumas crianças do projeto foram ao culto na praça, podíamos perceber que eles absorviam cada palavra que era dita na pregação, no final da pregação quando foram chamados a frente aqueles que queriam entregar a vida a Jesus ambos fizeram a oração de entrega.

(O Reilan pediu para dizer algumas palavras, ele disse que a nossa estadia ali tinha transformado aquela praça, ninguém mais a freqüentava além dos que ali usavam drogas e se prostituíam. Assim a nossa estada lá trouxe de volta a praça famílias inteiras, ele terminou dizendo: “As vezes a gente espera os anjos vestidos de branco e de cabelo dourado, mas eu aprendi que os anjos também vestem amarelo”).

No dia da inauguração do templo 22/01/04 eles estavam lá novamente, a Isabel me disse que há algum tempo ela vinha pedindo a Deus que mandasse alguém com que eles pudessem ter comunhão e disse que Deus tinha atendido o seu pedido mandando a gente lá. Ela disse também que tinha falado com o Reilan que eles precisavam ir todos os domingos ao culto para aprender e também para ajudar o Enio e a Regina.

Um dos meninos que estava com ela chorava muito de tristeza porque íamos embora ai a Isabel o consolou dizendo, “não chore os amarelinhos (assim éramos conhecidos no bairro por causa da cor de nossas camisetas) vão embora, mas a partir de agora nós somos os amarelinhos”. Ela tinha entendido que a partir daquele dia a igreja e a missão eram deles.

Estudo Bíblico – Silvia Weingärtner

Dia 10/01/04 eu a Camile e a Nelci estávamos fazendo visitas, chegamos a uma casa que estava com o som ligado num volume muito alto, eu pensei vou bater por bater mas acho que nem vão querer falar conosco. Para a minha surpresa a dona da casa desligou o som, abriu a porta e com um sorriso muito simpático nos convidou para entrar. A jovem senhora se chama Maria Aparecida e tem uma filhinha linda, a Camile foi brincar com a menina enquanto eu apresentava o plano da salvação para a Aparecida, enquanto eu falava seu rosto ia sendo transformado, quando eu perguntei se ela queria entregar sua vida a Jesus ela disse que sim, oramos juntas e ela abriu seu coração para Jesus. Perguntei também se ela queria que voltássemos lá para estudarmos a Bíblia juntas e ela disse que queria. Quando saímos de lá o sorriso da Aparecida era ainda mais lindo do que quando chegamos. Continuamos as visitas nas casas vizinhas a da Aparecida, mas a maioria não se interessou muito e algumas nem sequer quiseram conversar com a gente.

Fizemos o primeiro estudo bíblico na casa da Aparecida no dia 14/01/04 o Wagner líder da nossa equipe foi conosco para dirigir o estudo, para a nossa surpresa além da Aparecida tinha mais quatro vizinhas dela nos esperando para participar do estudo. A partir deste dia íamos a casa da Aparecida todos os dias para estudar a Bíblia ou apenas para conversar, e o Senhor dia a dia ia acrescentando outras mulheres a este grupo. Assim a Sandra, a Janaina, a Luciana, a Leca, a D. Maria, a D. Auridéia, e a Margarida também ouviram a boa nova do evangelho e puderam entregar suas vidas para Jesus e aprender Dele.

No dia 22/01/04 elas estavam na inauguração do templo, na despedida elas choraram dizendo que iriam sentir falta dos “amarelinhos” chegando as 15:00h para estudar a Bíblia. Naquela noite quando a Aparecida se despediu de mim ela me disse uma frase que nunca mais vou esquecer, ela disse “Silvia eu vou agradecer a Deus pelo resto da minha vida pelo dia em que você bateu em minha porta”. Louvado seja o nome do Senhor pois a obra é dele e para a glória dele!

Projeto Teresina – Wagner Emke

Era dia primeiro de janeiro de 2004, sete horas da manhã, na marginal tiete em São Paulo em frente ao Playcenter (um parque de diversões), éramos oito paulistas esperando dois ônibus que nos levariam para o Nordeste, mais especificamente para Teresina. Os ônibus já tinham saído de Florianópolis e passado em Curitiba para pegar ali mais pessoas e agora já estavam chegando.

Um misto de ansiedade e curiosidade já tinha tomado conta de nossas vidas, principalmente porque a maioria do pessoal, que era da região sul do país já tinha se encontrado e participado do culto de envio que aconteceu em Curitiba. O ônibus chegou e o pessoal nos recebeu muito bem, pudemos então começar a se conhecer (parecia ser um pessoal bem legal!). Iniciamos nossa viagem. No compartilhar dos irmãos durante a viagem, percebemos que as expectativas e ansiedades eram praticamente as mesmas, estávamos todos agora no mesmo “barco”, indo para um lugar desconhecido, e com um desejo muito grande de falar do amor de Deus para aqueles que talvez nunca tiveram a oportunidade de ouvir e muito menos conhecer esse amor.

No dia três à tarde chegamos em Crato-Ceará, permanecemos ali três dias para treinamento, e no dia seis à noite fomos para Teresina-Piauí. Dia sete chegamos e agora a ansiedade aumentou, estávamos na cidade que o Senhor tinha nos convocado a falar do seu amor. Cada um de nós sabia que a dependência do Senhor plena e completa, seria a única maneira de conseguirmos realizar sua obra. Fomos divididos em equipes, tínhamos um mapa com a localização da nossa área de trabalho e agora chegou o grande dia. Dia oito iniciamos as visitações nas casas, muitas nos receberam muito bem aceitando também ao evangelho e entregando suas vidas ao Senhor Jesus, mas também muitas casas não nos receberam, literalmente batendo a porta em nossas caras.

Houve muitos testemunhos interessantes e alguns até engraçados, de como o Senhor ia trabalhando na vida de pessoas e transformando os seus corações. Gostaria de compartilhar um que aconteceu com nossa equipe. Tínhamos marcado um estudo bíblico em uma rua com casas mais simples para um domingo, mas o que nos preocupava é que havia um bar bem no início desta rua e que era bem movimentado. Nosso estudo ia ser embaixo de uma árvore a uns cinqüenta metros atrás deste bar. Como o número de pessoas começou a aumentar decidimos transformar o estudo em um culto, e dois irmãos ficaram encarregados de conversar com o dono do bar para ele nos emprestar a força para ligarmos um aparelho de som para fazermos também um teatro naquele dia. O Senhor tocou de tal maneira o coração daquele homem, que além de nos emprestar a força nos disse que iria fechar o bar e ali nós poderíamos realizar o culto. Bom, lá estávamos nós no domingo, dentro de um bar com trinta e nove adultos mais dezesseis crianças realizando um culto de louvor e gratidão a Deus pela sua obra (houve sete conversões neste culto, glória a Deus!).

Muitas vidas foram transformadas pelo poder e graça de Deus, percebemos que muito de nossa ansiedade inicial era em achar que, a obra teria de ser feita pelas nossas mãos e forças, mas o Senhor nos lembrou e também nos mostrou que a obra é só Dele, depende apenas que homens e mulheres se disponham em ir, na confiança que Ele suprirá todas as coisas.

A obra em Teresina ainda não acabou, pelo contrário, apenas iniciou. Somos desafiados a continuar orando pelo casal e também pelos dois jovens que ali permaneceram para dar continuidade a toda obra iniciada neste projeto missionário. Creio que além de orar devemos mobilizar também nossas comunidades a orarem, e também a contribuírem financeiramente, para que esta obra não venha a parar por falta de recursos. Só quando saímos de nossas igrejas confortáveis e vamos até o campo, podemos ver que muitos estão vivendo na miséria, tanto material como também espiritual.

Que não venhamos a nos acomodar, se não temos condições de ir, precisamos enviar aqueles que assim se sentem chamados.

Um pouco sobre Teresina - Edson Munck Junior

Saúdo cada um de vocês com a graça e paz do nosso Senhor Jesus Cristo! Bom, primeiramente, queria agradecer as orações de vocês no período em que estive lá em Teresina... Saibam que foi muito importante sentir o apoio emocional – como amigos e irmãos na fé – e o espiritual - lutando conosco para que a Palavra rompesse, no poder do Espírito Santo, as cadeias que prendiam as pessoas de lá -. A vitória, em Cristo Jesus, veio! Agora, temos “sementes plantadas” e com “agricultores” dispostos a cuidar do “campo” lá em Teresina. E como foi bom participar deste projeto! Foi marcante a ação de Deus na vida das pessoas de lá, e foi mais marcante ainda tudo o que ELE fez e continua fazendo em minha vida!!!

É uma transformação total que o Espírito Santo opera em nós. É um quebrantamento incrível que toma conta de nós, uma dependência total do Senhor que nos renova a cada dia. Eu pensava que já conhecia bastante de Deus... Mas vi que ELE é sem limites para agir! É muito bom estar na presença do Senhor ouvindo Sua voz a cada instante, e lá era assim. Os cultos internos – só entre os projetistas na parte da manhã – brotavam do coração de Deus pra gente. Eram momentos preciosos pelos quais, se passarmos, não conseguimos continuar com as nossas idéias e os nossos conceitos. Momentos de adoração na presença do Senhor,mesmo, onde o fogo e glória de Deus nos consumiam, momentos de Unção do Espírito Santo sobre nossas vidas, momentos de quebrantamento diante do trono de Deus. Ah, como Deus se revelou e tem se revelado pra mim de uma forma tão linda que só me resta dizer: EU TE AMO, SENHOR!!!

Aprendi muito, venci muitos medos. Aprendi a conviver com pessoas diferentes, que pensam diferente, que têm suas idéias e concepções acerca da fé, fiz muitos amigos em Cristo... Deus abençoou este grupo de uma forma tremenda! Deus arrebatou nossos corações, agora, acho que resta-nos a todo momento agradecer a Deus pelo que ELE fez. Eu posso dizer que amo, em Cristo Jesus, cada irmão que esteve comigo lá neste tempo... tempo em que o amor aumentou mais e mais! GLÓRIA A DEUS!!!

E o trabalho missionário!?! Ah, como é bom falar de Jesus! É muito especial ser portador da boa nova da Salvação, tarefa que Deus confiou a nós e que nem os anjos são capazes de realizar. Sair pelas ruas, de porta em porta, anunciando que há esperança através de Cristo é maravilhoso. Cada casa que abria ou cada casa que fechava a porta para nós era bênção. Aqueles que se dispuseram a ouvir o que queríamos anunciar com certeza foram tocados. E não precisava nem ser dentro das casas, falávamos na rua, sentando-nos na calçada com o Francisco, com o Zé, com o Gilvan, com a Maria, com a Francisca... Ah, irmãos, Deus colocou um amor no nosso coração por cada um daqueles moradores dos bairros São João, Noivos e Recanto das Palmeiras. Era muito bom poder ganhar a confiança das pessoas e ouvir os seus problemas, rir com suas alegrias e se comover com suas tristezas. Lembro-me da Michele, uma jovem muito carinhosa de mais ou menos uns 19 anos, que se converteu e seu pai a expulsou de casa. Eles já tinham uma relação complicada, o pai tem outras mulheres e só aparecia em casa para maltratar a família da Michele, mas dói ver uma realidade assim... Ela ficou na casa de uma tia, e a casa da tia dela era próxima da praça onde, à noite realizávamos os cultos evangelísticos e não faltava um. Ela é muito animada e nem aquela realidade dura e difícil impedia que ela demonstrasse a alegria que tinha em, agora, conhecer a Cristo. A Michele disse pra gente que quer participar da Igreja e é uma forte candidata para trabalhar com o Louvor... Que Deus a abençoe ricamente.

E era assim, cada dia uma prova diferente do amor de Deus que operava naquela cidade. Outro acontecimento muito interessante foi o das mulheres do bar. Todos os dias, ao terminarmos o evangelismo no bairro Recanto das Palmeiras, marcávamos de nos encontrar – a nossa equipe, que era a EQUIPE 8, que saudades daquelas pessoas! – num bar que era próximo das ruas em que trabalhávamos e é lógico um ponto estratégico para nos reunirmos e seguirmos rumo à praça. E neste bar havia duas mulheres que eram as donas, a Haydèe e a Leila, sempre estávamos por lá, mas não havíamos anunciado a mensagem da Salvação para elas. Os dias iam passando e nenhuma oportunidade surgia de falar com elas. Teve um dia em que caiu uma chuva muito forte e mesmo assim nós saímos para o evangelismo. A nossa equipe tinha um estudo bíblico para realizar numa casa e seguimos para tal tarefa debaixo de uma chuva que nos molhou bastante – os guarda-chuvas de nada adiantavam -, chegamos no portão da casa onde estava marcado o estudo bem encharcados, atravessando as “ruas rio” e debaixo de uma chuva muito forte. Para nossa surpresa, a família que tinha marcado o estudo não estava em casa. Confesso que me revoltei com aquilo, tipo assim: “Senhor, a gente andou debaixo desta chuva toda, estamos molhados...para nada!” . Mas aí tinha me esquecido daquele provérbio: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”. Íamos voltando e paramos lá no bar para reunirmos o pessoal da equipe, mas sobrava muito tempo ainda para dar a hora de irmos para praça. Daí, a Marceli, nossa líder, sugeriu que começássemos a cantar algumas músicas ali no bar mesmo, peguei meu violão que tinha levado para usarmos no estudo bíblico e começamos a cantar com a permissão da Leila e da Haydèe, elas ficavam atentas. Tinha um freguês lá que começou a incomodar com umas perguntas e colocações que nos perturbavam, mas de repente o cabra vai embora e aí a oportunidade surge: a Marceli começa a apresentar o plano do amor de Deus para as mulheres do bar. A Haydèe estava com uma criança que começou a incomodar, querendo atenção e tirando a atenção dela para a Palavra; em questão de poucos minutos a menininha dorme de pé mesmo, encostada no colo da Haydèe. O freguês inconveniente e a menininha que poderia perturbar estavam “vencidos”, mas, aí chega uma jovem parente das outras duas no meio da conversa, aí a gente pensa: “Agora, não dá mais!”. Mas a jovem chega e fica muito interessada no assunto, acompanha o restinho da apresentação do amor de Deus... Depois de apresentarmos o plano para elas veio a pergunta: “Vocês querem aceitar Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas!?”. E para nossa surpresa, as três se convertem ali mesmo. A Haydèe disse que se sentia diferente, parecia mais leve, mais tranqüila... As outras duas também sentiam-se bem com este passo de fé. Ali eu vi que valeu a pena tomar aquela chuva, ficar todo encharcado... Se não fosse assim não teríamos parado lá para falar de Jesus. Como são maravilhosas as obras do Senhor!!!

Estes acontecimentos foram alguns dos tantos outros que nos moveram lá em Teresina. Eu louvo a Deus por ter permitido que eu presenciasse estes acontecimentos! É para toda a minha vida!

Meus queridos, por enquanto, é isso que eu compartilho com vocês. Depois mando mais “causos” de Teresina e são muitos...

Eu queria sugerir uma coisa para vocês: FAÇAM MISSÃO!!! É lindo como Deus opera em nossa vida, é lindo como enriquecemos nosso testemunho, é lindo como nos apegamos a Deus e não mais queremos largar, é lindo conhecer o poder que há no nome de Jesus Cristo...É lindo IR (Mt.28.19).

Despeço-me desejando as bênçãos de Deus sobre a vida de cada um de vocês, que Ele te desafie dia após dia para cumprir o querer dEle.

Um forte abraço, na paz do Senhor,
Juiz de Fora, 05 de fevereiro de 2004.

O que ficou no meu coração - Marceli Fritz

O que mais me marcou foi a sede de saber mais da Palavra de Deus e a vontade de mudar de vida, que senti principalmente, de uma senhora que mal conseguia ler a Bíblia, mas que queria que a gente ficasse o máximo de tempo possível com ela para aprender mais. A sua alegria em receber uma Bíblia foi imensa!! Ela dizia que nós éramos anjos enviados de Deus.

A missão em Teresina apenas começou, mas valeu muito pelas pessoas que foram tocadas e desafiadas a entregarem as suas vidas a alguém que é muito maior que elas, mas que as ama muito!! A lição que ficou pra mim foi de que não podemos perder chances de anunciar o Evangelho e conduzir mais pessoas para a vida eterna.Isso também em nosso meio, em nossa comunidade e em nossa cidade. Deus não precisa de nós, mas ele quer nos usar e, para isso, nós precisamos estar com o nosso coração limpo e disposto a dizer a cada novo dia: "Eis-me aqui! Envia-me a mim!! Um grande abraço.


O que ficou no meu coração - Rosangela Luck Klinke

Que a paz do Senhor Jesus esteja com todos!
O que ficou no meu coração após o projeto, foi uma alegria muito grande de ter o privilégio que Deus me proporcionou. E também de ter conhecido a turma toda do projeto, ter convivido dias inesquecíveis. Na minha vida, com 45 anos, não tenho palavras para expressar o que vivi e senti da parte de Deus. Deus tem colocado em meu coração um amor profundo para com o próximo. Nas minhas orações eu tenho pedido a Jesus que Ele me use onde quiser. Me apaixonei pelo Nordeste!!!

O que ficou no meu coração - Mateus Holz Tasso

“Vem Jesus liberta o coração do nordestino... Vem Jesus transforma muda sua história, faz ele feliz...”

Quando cantávamos esse hino em um culto na praça, jovem me disse que pelo menos o nordestino que mora no bairro São João nunca mais seria o mesmo, porque pessoas de roupas amarelas foram enviadas por Deus para mudar a vida deles. Refletindo mais a fundo, não só o coração do nordestino foi transformado, como também de todos os projetistas.

Quando chegamos ao nordeste nos foi dito que Deus podia chamar qualquer pessoa para este projeto, mas Ele chamou aqueles que estavam ali porque tinha um plano para cada um. Deus queria nos moldar e levar pelas ruas de Teresina como pingos de luz divina aos queridos nordestinos. Sem perceber fomos moldados por Deus como barro nas mãos do oleiro.

O que ficou no meu coração - Vanessa Rodrigues Dias

Sabia que seria um mês de bênção e de experiências inesquecíveis, só não imaginava que minha vida seria transformada e renovada. Sentir a presença de Deus, assim tão de perto, foi algo extraordinário. Ver Deus agindo na vida de outros é algo que não se pode descrever.

Ao final do projeto, a certeza que tenho é que não foi um mês que dei para o Senhor, mas sim o Senhor que me presenteou com este mês, que dará frutos por muitos outros meses.